Nossa, eu devo estar muito pra baixo mesmo. Ficar deprimido ao assistir o episódio final de Dawson's Creek é o fim da feira...
A partir de amanhã, o Telecine Classic exibe três filmes estrelados pela Jayne Mansfield, uma espécie de versão mais escrachada e voluptuosa da sensual Marilyn Monroe. Bacana é o nome do festival: "A exuberante Jayne Mansfield". Gostei do eufemismo.
Estava folheando o "Dicionário de cineastas" do Rubens Ewald Filho, publicado em 1977, e encontrei uma reveladora análise no verbete dedicado ao Clint Eastwood:
Ser o ator mais popular dos Estados Unidos tem suas vantagens. Por exemplo, tornar-se diretor, mesmo que não se demonstre nenhum talento especial para o "métier". Ligado profissionalmente a Don Siegel, pouco aprendeu dele, sendo capaz de cometer barbaridades como Breezy.
Nos dias atuais, temeroso de um linchamento, só resta ao amigo do Oscar® apelar para a célebre frase de FHC: Esqueçam o que eu escrevi. Mas verdade seja dita, o bom e velho Clint já dirigiu umas bombas capazes de deixar qualquer um ruborizado. Exemplos? Perversa paixão, Raposa de fogo, O destemido senhor da guerra e Rookie.
quarta-feira, junho 25
domingo, junho 15
Por que só quando algum ator famoso morre é que a Globo, a título de homenagem, se presta a exibir um filme clássico? No restante do tempo, ocupa-se o horário com as produções mais indigentes que Hollywood teve o desplante de perpetrar (dou graças pela tv a cabo). Com o falecimento do Gregory Peck, o programador optou por "O sol é para todos" (To kill a mockingbird), um filme que parte da crítica tem em alta conta. É interessante, mas não o considero essa maravilha toda. Pra falar a verdade, acho que os filmes estrelados pelo Peck sofrem por ele ser um tremendo canastrão. Sua interpretação é sempre muito dura, carece de naturalidade. Mesmo com todas as limitações dramáticas, ainda fez alguns filmes dignos de nota: "Quando fala o coração" (Spellbound) é um Hitchcock menor, mas permitiu-lhe dar algumas bitocas na Ingrid Bergman. Só por isso já valeu a pena. É bastante provável que "Duelo ao sol" (Duel in the sun) tenha dado origem ao termo camp, não sei se chega a ser um mérito. "O matador" (The gunfighter) foi um dos primeiros representantes do western psicológico. Ótimo filme que, na minha opinião, contou com a melhor atuação de Peck. "A princesa e o plebeu" (Roman holiday) é uma delícia mas, sejamos sinceros, quem comanda o espetáculo é a, então estreante, Audrey Hepburn. "Da terra nascem os homens" (The big country) é um western sem grandes arroubos de ousadia e que ficou mais célebre pelo tema musical. Fico devendo o restante dos filmes conhecidos, alguns são simplesmente ruins e outros nunca assisti.
domingo, junho 8
Frase pescada ao cruzar na rua com um trio de marmanjos em animado bate-papo: "Esse garoto é de ouro. Se derreter dá pra fazer um anel".
Mal sabe o Ruy Castro que seu nome já caiu na boca do povo. E não foi graças às biografias de Garrincha e Nelson Rodrigues. Estava eu no sebo da Siqueira Campos, levantando poeira de livros e cds, quando tive minha atenção desviada pelas palavras de um senhor de cabelos grisalhos. Em tom de confidência, o veterano mexeriqueiro afiançava tratar-se o Ruy Castro de um voraz consumidor das fitas pornô que encontra pelos sebos. Em seguida, expôs os motivos que o fizeram chegar a tal conclusão - não entendi direito esse trecho da conversa, então nem tentarei reproduzi-lo. Engraçado mesmo foi quando ele perguntou à menina do balcão, sua interlocutora principal, se ela sabia quem era o Ruy Castro e ela respondeu que não. Tive vontade de rir diante do surrealismo do diálogo. Se confirmada a história, está esclarecida a polêmica criada pelo Ruy Castro ao revelar detalhes da anatomia do Garrincha. O homem é um especialista na matéria.
Mal sabe o Ruy Castro que seu nome já caiu na boca do povo. E não foi graças às biografias de Garrincha e Nelson Rodrigues. Estava eu no sebo da Siqueira Campos, levantando poeira de livros e cds, quando tive minha atenção desviada pelas palavras de um senhor de cabelos grisalhos. Em tom de confidência, o veterano mexeriqueiro afiançava tratar-se o Ruy Castro de um voraz consumidor das fitas pornô que encontra pelos sebos. Em seguida, expôs os motivos que o fizeram chegar a tal conclusão - não entendi direito esse trecho da conversa, então nem tentarei reproduzi-lo. Engraçado mesmo foi quando ele perguntou à menina do balcão, sua interlocutora principal, se ela sabia quem era o Ruy Castro e ela respondeu que não. Tive vontade de rir diante do surrealismo do diálogo. Se confirmada a história, está esclarecida a polêmica criada pelo Ruy Castro ao revelar detalhes da anatomia do Garrincha. O homem é um especialista na matéria.
domingo, junho 1
Uau! Consegui escrever apenas dois posts (bem mixurucas, por sinal) durante todo o mês de Maio. Não se pode negar que é um feito considerável, embora pouco lisonjeiro. Apesar da viagem ter sido bastante agradável, continuo com o mesmo problema de sempre: não encontro nenhum assunto que me anime a escrever. Constatada essa incapacidade, acho que vou simplesmente compilar os melhores (ou piores) momentos das minhas últimas duas semanas. Não é nada, não é nada... não é nada mesmo. Qualquer dia eu dou início ao 'recordar é viver'.
Assinar:
Postagens (Atom)